Por que a comida congelada é indicada para dietas

“Preciso fazer dieta e não tenho tempo para cozinhar, como eu faço?”

Essa é uma questão muito comum com a qual grande parte dos nutricionistas se deparam no dia a dia do consultório.

Encontramos uma grande diversidade de clientes com diferentes queixas, diferentes patologias e diferente estilos de vida. Todos buscando uma solução imediata para os seus problemas.

Cabe ao nutricionista, além de prescrever um plano alimentar individualizado, quebrar objeções, motivar e apresentar soluções para que seu cliente tenha êxito no planejamento e esteja motivado para manter-se na estratégia escolhida, chegando ao seu objetivo.

Sabemos que uma mudança do estilo de vida pode ser muito impactante e nem sempre é tarefa fácil para o cliente, pois a mudança no perfil alimentar muitas vezes é encarada como tarefa árdua e nem sempre prazerosa.

São inúmeras as objeções mesmo daqueles que reconhecem que não estão se alimentando de maneira adequada. O fato de querer mudar nem sempre é garantia de sucesso.

A adesão a um novo plano alimentar requer em muitos casos grande mudança de hábitos e a disciplina, foco e organização são fundamentais.

Quando falamos de comportamento alimentar inadequado, as justificativas são diversas.

As mais comuns são ausência de tempo para o preparo de refeições, pela correria da vida agitada, pelo excesso de trabalho, não gostar de cozinhar, minha família não gosta de comida de dieta, não quero fazer comida só para mim, entre muitas outras.

Vemos com frequência as pessoas substituindo grandes refeições por fast food, sanduíches e refrigerantes que são uma opção rápida de baixo custo e de grande praticidade, mesmo conscientes do risco da escolha.

Sabemos que nem todas as pessoas possuem uma condição favorável para o preparo de refeições ao longo do dia, mas mesmo nestes casos é possível encontrar uma solução.

Seguir um plano alimentar individualizado fazendo as refeições fora de casa é perfeitamente possível desde que sejam seguidas algumas regras. O sucesso do plano alimentar está diretamente relacionado com as suas escolhas.

Os restaurantes self service oferecem uma grande variedade de produtos, mas nem todos são adequados e ali temos muitas opções e muitas armadilhas.

O grande determinante para o sucesso da estratégia dietética na alimentação fora de casa é consciência da escolha.

Saber escolher o alimento é fundamental. Seja em um restaurante, seja em um evento, seja em uma praia, escolhas corretas garantem o sucesso ou fracasso do seu plano alimentar.

Um outro aliado importante para quem tem dificuldade de preparar refeições em casa é a aquisição de refeições congeladas.

As refeições congeladas surgem como alternativa prática, saudável, acessível e rápida para quem tem necessidade de um cardápio adequado.

Empresas certificadas desenvolvem um trabalho de confecção de pratos atendendo às mais diversas necessidades de clientes.

Pacotes de cardápios são elaborados nas diferentes linhas que vão ao encontro das necessidades do cliente, de forma prática, rápida e segura.

Lembrando que as opções do cardápio devem estar no contexto do plano alimentar escolhido.

É fundamental conhecer a procedência do congelado, assim como a sua qualidade.

Nem todo congelado é um alimento seguro, principalmente quando falamos de plano alimentar individualizado.

A adequação do cardápio ao plano alimentar e a escolha dos ingredientes são fatores decisivos para se avaliar a qualidade do que está sendo consumido.

Para aqueles que têm tempo para o preparo e organização de um cardápio, a opção do congelamento também é interessante, pois congelar os alimentos também é uma forma de economizar e evitar o desperdício.

Lembrando que as refeições deverão seguir a padronização do plano alimentar e o congelamento deverá ser feito em porções individualizadas para cada refeição e que, uma vez descongelado, o alimento deverá ser consumido imediatamente.

O alimento não deve voltar para o freezer, pois isso pode provocar a proliferação de microrganismos.

Deve-se sempre priorizar a qualidade e uma dieta anti-inflamatória. A alimentação orgânica, o consumo de frutas, verduras e legumes, usar os alimentos minimamente processados.

Descascar mais e desembalar menos são a garantia de uma alimentação saudável em casa ou fora de casa.

Por Nutricionista Suely Iglesias
Pós graduada em gestão de negócios de Alimentação
Pós-graduada em nutrição clínica funcional
Pós graduada fitoterapia funcional
Pós graduada em Medicina tradicional Chinesa/Acupuntura
Especialista em nutrição clínica

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