Gengibre: Seus benefícios e os sintomas adversos

O gengibre é uma planta perene muito próspera no sul da Ásia, da Jamaica, Nigéria e das Índias Ocidentais. Não é à toa sua fama de remédio natural, o gengibre é realmente considerado uma planta medicinal e está associado ao tratamento e prevenção de muitas doenças, é possível encontrá-lo fresco, seco, em pó ou cápsulas, pode ser utilizada em chás ou em raspas que podem ser adicionadas a água, sucos, iogurtes ou saladas.

Os benefícios do gengibre para a saúde é ajudar na perda de peso, acelerando o metabolismo, e relaxar o sistema gastrointestinal, prevenindo náuseas e vômitos. No entanto, o gengibre também atua como antioxidante e anti-inflamatório, ajudando na prevenção de doenças como câncer cólon-retal e úlceras no estômago.

Alguns benefícios do gengibre

1. Auxiliar na perda de peso

O gengibre auxilia na perda de peso porque atua acelerando o metabolismo e estimulando a queima de gordura corporal. Os compostos 6-gingerol e 8-gingerol, presentes nessa raiz, atuam aumentando a produção de calor e suor, o que também ajuda no emagrecimento e na prevenção do ganho de peso.

2. Combater azia e gases intestinais

O gengibre é bastante utilizado para combater azia e gases intestinais, devendo ser consumido principalmente na forma de chá para obter esse benefício.

3. Atuar como antioxidante e anti-inflamatório

O gengibre tem ação antioxidante no corpo, agindo na prevenção de doenças como gripes, resfriados, câncer e envelhecimento precoce. Além disso, ele também tem ação anti-inflamatória, melhorando os sintomas de artrite, dor muscular e doenças respiratórias, como tosse, asma e bronquite.

4. Melhorar náuseas e vômitos

O gengibre ajuda a reduzir as náuseas e vômitos que frequentemente ocorrem durante a gravidez (antes de consumir consulte seu médico ou nutricionista), tratamentos de quimioterapia ou nos primeiros dias após
cirurgias.

5. Proteger o estômago contra úlceras

O gengibre ajuda a proteger o estômago contra as úlceras porque ajuda no combate à bactéria H. pylori, principal causadora de gastrite e úlceras estomacais. Além disso, o gengibre também previne o aparecimento do câncer de estômago, que na maior parte dos casos está ligado a alterações nas células provocadas pela úlcera.

6. Prevenir o câncer cólon-retal

O gengibre também atua na prevenção de câncer cólon-retal, pois possui uma substância chamada 6-gingerol, que impede o desenvolvimento e a proliferação de células cancerígenas nessa região do intestino.

7. Regula a pressão arterial

Devido a sua capacidade de adaptação no corpo, o gengibre pode regular a pressão em pessoas que possuem pressão alta. Isso pode acontecer porque atua inibindo a formação de placas de gordura nos vasos, aumentando a sua elasticidade e favorecendo a circulação.

Sintomas adversos do gengibre

Efeitos colaterais do gengibre são a diarreia, azia e outros problemas de estômago, bem como arrotos fortes e alergia nas mucosas da boca e nos lábios, que podem ficar inchados. No entanto, isso costuma acontecer quando o gengibre é ingerido de maneira exagerada.

As alergias ao gengibre podem se manifestar ainda de outras maneiras, como no aparelho respiratório, incluindo dificuldade em respirar e fechamento da garganta.

A planta está associada também à alergia na pele, como urticária, além de erupções e pele seca principalmente no rosto. Quando esses sintomas forem associados ao gengibre o melhor é parar de consumi-lo. A planta pode ainda causar efeitos colaterais em pessoas com problemas específicos, como em que tem doenças da vesícula biliar, uma vez que o gengibre estimula a secreção da bílis. Ao consumir o gengibre, portanto, esses pacientes podem sofrer um ataque de vesícula biliar. O mesmo acontece com alimentos e bebidas que contenha a planta em sua fórmula.

Pacientes que fazem uso de remédios que impedem a coagulação do sangue são outros que estão no grupo de quem deve evitar o gengibre, pois assim como a aspirina ele é conhecido por afinar o sangue. Isso porque a planta estimula a circulação de sangue do corpo, ampliando o seu fluxo.

Em situações de hemorragia, pode haver uma maior perda de sangue. Além disso, nesses casos, o melhor é que o gengibre não se combine como outras plantas, entre elas, a cúrcuma, o alho, o cravo e o ginseng. Pelo mesmo motivo recomenda-se que as pessoas interrompam o consumo de gengibre duas semanas antes de qualquer procedimento cirúrgico. Outra razão para as pessoas não ingerirem gengibre quando forem operadas é pelo fato dele interagir com os agentes anestésicos normalmente usados em cirurgias. Quando isso ocorre, o risco de problemas aumenta durante a operação, inclusive, podendo haver sangramento e retardamento da cura.

Também já foi identificado que o gengibre pode desencadear arritmias quando o seu consumo for exagerado, sendo que esse problema é especialmente grave em pessoas que já possuem algum problema de coração.

A insônia é outro sintoma adverso ligado ao consumo em demasia do gengibre. Embora ainda esteja em fase de comprovação, a ingestão da planta pode estar associada ainda à sensibilidade visual à luz. Outros estudos indicam que o gengibre pode causar supressão do apetite devido às concentrações hormonais de serotonina que a planta possui. Isso é benéfico a quem deseja emagrecer e sentir menos fome, no entanto, pode se tornar um efeito colateral se o seu consumo for exagerado e evitar uma boa alimentação.

O gengibre também é famoso por diminuir a pressão arterial e a concentração de açúcar no sangue, sendo esses benefícios que a planta possui. Porém, quando uma pessoa tem problemas de pressão e/ou diabetes e usa remédios para tratar essas doenças, a interação com o gengibre pode ser prejudicial à saúde. Nesse caso, o melhor é conversar com o seu MÉDICO OU NUTICIONISTA para saber se existe uma dosagem de gengibre segura ou se o melhor é não o consumir mais.

Nutricionista

Raquel Marques
Nutricionista
CRN-13100347

 

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