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Alimentação

FAO apoia teoria que recomenda evitar ultraprocessados. Veja mais sobre o assunto!

A FAO (Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) neste estudo nos traz um alerta de que estamos num caminho perigoso com nossas escolhas alimentares. Corroborando com dados de outras pesquisas e apresentando um cenário crítico para a saúde do brasileiro: a população está cada vez mais adoecida pela obesidade - uma doença que não anda sozinha e acomete todas as faixas etárias.

As chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade.

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as DCNT são responsáveis por 71% de um total de 57 milhões de mortes ocorridas no mundo em 2016 (WHO, 2018a, 2018b). De acordo com a OMS, um pequeno conjunto de fatores de risco responde pela grande maioria das mortes por DCNT e por fração substancial da carga de doenças devido a essas enfermidades. Entre esses, destacam-se o tabagismo, o consumo alimentar inadequado, a inatividade física e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas (WHO, 2014).

Num outro cenário, a Organização Mundial da Saúde aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderia chegar a 75 milhões, caso nada seja feito. Veja o mapa da obesidade divulgado pela ABESO, aqui.

O estudo publicado pela FAO apresenta evidências científicas que associam alimentos ultraprocessados a doenças e a uma “natureza” nutricional desbalanceada. Alguns associam esses produtos a um risco aumentado de mortalidade e doenças cardiovasculares. Como recorda o documento, há também associações com câncer, obesidade e problemas gastrointestinais.

O brasileiro José Graziano da Silva ex-diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) declarou que “O documento mostra evidência consistente de como o consumo de alimentos ultraprocessados causa obesidade e doenças crônicas não transmissíveis. Também mostra que o consumo de ultraprocessados está no centro dos desafios do nosso sistema alimentar. Se não fizermos os alimentos frescos e saudáveis mais acessíveis, disponíveis e baratos, nossos sistemas alimentares nunca serão sustentáveis.”

obesidade infantil                                           Entre os impactos da alimentação inadequada, estão o sobrepeso e obesidade infantil

No Brasil, a diretriz oficial, é o Guia Alimentar para a População Brasileira. Nele existe a recomendação de limitar a ingestão de processados e evitar ultraprocessados.

O Guia Alimentar para a População Brasileira apresenta um conjunto de informações e recomendações sobre alimentação que objetivam promover a saúde de pessoas, famílias e comunidades e da sociedade brasileira como um todo, hoje e no futuro.

O Guia apresenta as definições de alimentos, in natura, ingredientes culinários processados, alimentos processados e ultraprocessados:

* Alimentos in natura são alimentos frescos. Aquilo que a gente sempre comeu: frutas, verduras, legumes, grãos. Junto com eles estão alimentos minimamente processados.

* Ingredientes culinários processados são aquilo que adicionamos aos alimentos in natura para preparações: sal, açúcar, óleos.

* Alimentos processados são alimentos frescos submetidos a algum processo de transformação usando ingredientes culinários. Por exemplo, alimentos enlatados, conservas, carnes processadas.

* Ultraprocessados são formulações feitas a partir de uma combinação de ingredientes ou de fragmentos de alimentos outrora frescos e somados a uma série de aditivos. No popular, comida-ruim: biscoitos, salgadinhos, macarrões instantâneos, refrigerantes.

Mais um dado preocupante é o que o Ministério da Saúde acaba de divulgar através da Vigitel - Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito, de 2018, cujos resultados revelam que, após três anos de estagnação, os índices de obesidade voltaram a crescer no país, principalmente entre adultos com mais de 25 anos.

A boa notícia é que, segundo a pesquisa, o índice de brasileiros que afirmam consumir frutas e hortaliças aumentou 15,5% entre 2008 e 2018 e o dos que declaram praticar atividades físicas subiu 25,7% entre 2009 e 2018.

Uma parcela da população está motivada a criar movimentos para que a indústria se mobilize a ofertar alimentos com mais qualidade nutricional.

Movimentos como Põe no rótulo, despertaram a população sobre a qualidade dos produtos vendidos pelas indústrias e muito mais que isso, sobre as alergias alimentares e ajudaram a mudar a legislação de rotulagem de alimentos no Brasil, que passou a incluir a obrigatoriedade do destaque dos principais alergênicos nos rótulos dos alimentos industrializados – a RDC nº 26/15 aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. 

Mas não podemos enquadrar a indústria como vilã unilateral pela evolução da Obesidade no País. A ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) está sempre atenta ao cenário de saúde da população brasileira e promove iniciativas para a melhoria do perfil nutricional dos alimentos industrializados e para incentivar a educação alimentar e a promoção de hábitos saudáveis. Mantém um acordo de cooperação técnica, voluntário com o Ministério da Saúde que já retirou, por exemplo, mais de 310 mil toneladas de gorduras trans das prateleiras dos supermercados brasileiros, entre 2008 e 2016. Essa é uma conquista definitiva, pois deriva de modificações realizadas nos alimentos e nos processos produtivos.

Outro acordo da ABIA contemplou a redução de sódio dos alimentos industrializados, o setor já retirou 17.254 toneladas de sódio dos alimentos e tem a meta de retirar 28 mil toneladas até 2020. Com isso, a indústria de alimentos contribuirá para promover o atendimento da recomendação da OMS de ingestão diária de 2g de sódio por pessoa, ou 5g de sal.

Além disso, o setor segue como o maior empregador da indústria de transformação do Brasil, com 1,6 milhão de trabalhadores diretos, considerando toda a cadeia de produção, como a agroindústria e as fábricas, contribuindo assim para a economia do País.

Num esforço mútuo com a sociedade a Anvisa (Agência Nacional de vigilância sanitária) promoveu  uma consulta púbica com a finalidade de mudar as regras para a rotulagem  nutricional de alimentos. A medida visa facilitar a compreensão das principais propriedades nutricionais e reduzir as situações que geram engano quanto à composição dos produtos. Nesse sentido, a Anvisa quer criar alertas para informar sobre o alto conteúdo de nutrientes críticos à saúde, facilitar a comparação entre os alimentos e aprimorar a precisão dos valores nutricionais declarados pela indústria, entre outras vantagens para o cidadão.

De acordo com a análise da Anvisa, mudanças serão necessárias porque o modelo atual dificulta o uso da rotulagem nutricional pelos consumidores por problemas de identificação visual, pelo baixo nível de educação e conhecimento nutricional. Também há confusão sobre a qualidade dos ingredientes e problemas de veracidade das informações, além do uso de termos técnicos e matemáticos, entre diversos outros motivos.

É necessário um esforço da Indústria, sociedade, profissionais de saúde, e Governo, em prol da promoção da alimentação adequada e saudável.

Veja refeições saudáveis para crianças, aqui. E pratos deliciosos e equilibrados para a família toda, aqui.

Referências deste conteúdo:
http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/julho/25/vigitel-brasil-2018.pdf
http://www.abeso.org.br/atitude-saudavel/mapa-obesidade
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf
http://www.asbran.org.br/noticias.php?dsid=1935
https://www.abia.org.br/vsn/tmp_2.aspx?id=405
https://www.poenorotulo.com.br/historico
http://portal.anvisa.gov.br/rss/-/asset_publisher/Zk4q6UQCj9Pn/content/id/4442085

Gabriela Marcelino

Mestranda do Mestrado Profissional em Ciência e Tecnologia dos alimentos (IFRJ). Nutricionista formada pelo Instituto Metodista Bennett. Especialista em Gestão da segurança dos alimentos na cadeia produtiva de alimentos e bebidas pelo Instituto Senai de educação superior.
Formação técnica especial em processamento de frutas e hortaliças pelo Centro de tecnologia de produtos alimentares/Senai. Atualmente nutricionista responsável técnica na Congelados da Sônia.
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